SAUTRUS
Reed: Chapter One
Pink Tank Records; 2014
Por Bruno Eduardo
O SautruS é a mais nova sensação do rock polonês. O grupo foi formado em 2010, e após um aclamado EP, resolveram colocar na praça o seu primeiro disco full length, Reed: Chapter One. O disco me foi apresentado pelo amigo Luis Fernando Almeida, do bem frequentado Asilo de Roqueiros - grupo que reúne alguns dos mais simpáticos cafajestes do facebook. Lá o humor é negro, mas o rock é assunto sério. [Tão logo terminei a audição de Reed, consegui uma entrevista com o vocalista Weno Winter, que pode ser conferida AQUI]
Na Europa, alguns veículos classificaram o som do álbum como stoner rock psicodélico. Particularmente, eu sempre achei um tanto quanto patética essa necessidade tola de classificar e/ou separar as ramificações do rock and roll. O que seria o Led Zeppelin nos dias de hoje? A banda de Robert Plant iria chutar traseiros de todos esses "entendidos". O rock do Led era tradicional como a necessidade, e psicodélico como de costume - a viagem era sempre obrigatória. Assim faz o SautruS em seu primeiro capítulo de Reed.
Reed: Chapter One é uma explosão cósmica, um espectro sem conotação. Sulcos de psicodelia num caldeirão sabbáthico em ebulição. É rock dos anos setenta, mas poderia ser rock dos anos noventa. O som do SautruS é tudo o que Soundgarden e Helmet quiseram ser um dia. Ouça "Ricochet" - que não é uma versão cover do Faith No More - e entenda. "KNURR" e "Kuelmaggah Part 2" são peregrinações progressivas, com riffs à Iommi. A influência de Sabbath bate forte na acachapante "Iomi Iomi", e mais forte ainda em "Losao" - onde a voz de Weno remete a um Ozzy Osbourne fase Master of Reality. É um discaço! Uma das melhores coisas que ouvi este ano. Este é o momento ideal para você começar a conhecer a Polônia de uma maneira certa. Ouça a faixa abaixo e tire suas próprias conclusões.
Ouça: "Kuelmaggah Part 2"
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