Foto: Bruno Eduardo
O Novo Lollapalooza Brasil gerou imagens cinematográficas no Autódromo de Interlagos.
LOLLAPALOOZA BRASIL - Tudo muito lindo e com palcos em excesso
Por Bruno Eduardo
Visualmente, o novo Lolla foi uma beleza só. Olhando o Autódromo do alto da sala de imprensa, esquecemos até que ali é um circuito de corridas. A impressão que se tinha, é que o local sempre foi construído, imaginado, desenhado para abrigar um evento como o Lollapalooza - tamanha a harmonia de imagens proporcionadas ao longo do dia. Meninas deitadas na grama, casal de namorados protegidos pela sombra das árvores, e uma infinidade de tribos coloriam o local. Tranquilo comprar comida; tranquilo circular pelas pistas; e o melhor de tudo: a cerveja estava sempre gelada! Era realmente legal estar lá. Não foi registrado nenhum incidente grave - muito pela amplitude do local, que contribuía para o "não-caos".
O novo Lolla parecia vários festivais dentro de um - como um self service da nova era. A distância entre um palco e outro ajudava a causar essa vibe estereotipada, porém, a produção precisa repensar o modelo. A caminhada era longa para quem quisesse trocar de atrações (1 km de distância), o que prejudicava um público específico - aquele que vai apenas no intuito de assistir as bandas. Em determinados momentos, procissões se formavam em caminhos estreitos, e a paciência era posta a prova. Além disso, era difícil localizar alguns ambientes, como por exemplo, o palco Ônix - que ficava atrás de uma elevação do outro lado do Autódromo. Levando em consideração a média de shows que uma pessoa conseguiu assistir por dia, ficou evidente que um palco acabou sobrando nessa brincadeira.
Brindes, Área Relax e Espaço da Skol fazem sucesso
Ninguém precisou se estapear para ganhar brindes no Lolla. Além dos copos de cerveja personalizados (principal brinde), outros brinquedos eram distribuídos entre o público de forma abrangente. Para quem quisesse dar uma fugida do sol, e descansar o corpo, havia uma área coberta e com puffs de todos os tamanhos, chamada "Relax". Mas o grande sucesso do festival foi o Stand de artes da Skol. Lá se encontravam Vinis com preço acessível ("Melophobia", novo disco do Cage The Elephant, estava saindo por R$50), e algumas atividades interessantes, como foto lambe-lambe, posters personalizados na hora, e a oportunidade de tocar o seu som num aparelho que era localizado na área interna.
Mesmo com má fama, chegada ao Autódromo foi fácil
Se tem uma coisa que o Autódromo de Interlagos carrega, é a fama de ser longe de tudo. Só que conforme havíamos adiantado, a utilização do transporte público (dando preferência ao metrô/trem) funcionou bem. Fizemos o trajeto indicado, e levamos em média uma hora da estação Pinheiros ao Autódromo de Interlagos. A única dificuldade é o percurso de subida a pé que o público tem de enfrentar para chegar aos portões do Autódromo (cerca de 20 minutos de caminhada íngreme).
DOMINGO - 6/ABRIL
ARCADE FIRE
Foto: Adriano Vizoni
Com serpentinas e papéis picados, Arcade Fire faz carnaval fora de época no Lolla
Por
Rafael Rodrigues
Há nove anos, quando aportou por aqui pela primeira vez no extinto Tim Festival, não se imaginava que o Arcade Fire poderia chegar ao posto de Headliner de um festival como Lollapalooza. Com uma apresentação vibrante e cheia de dinamismo (músicos se revezando no palco e também nos instrumentos), não há como ficar indiferente ao que acontece no palco. Tocando os grandes hits de seus primeiros três álbuns e dando destaque ao recém-lançado Reflektor, os canadenses realizaram uma verdadeira festa de luzes e efeitos - diferente da atmosfera melancólica de sua primeira turnê, onde divulgavam "Funeral”.
Performáticos e com músicos versáteis, o Arcade Fire faz um som atual - que mistura elementos eletrônicos com instrumentos clássicos, além de músicos afros, com suas percussões. Nos telões laterais, foi exibido cenas de um antigo filme brasileiro chamado “Orfeu Negro”, dos longínquos anos 50. Com seus músicos fantasiados e seu mascote de Reflektor passeando pelo palco, a banda destilou sucessos, como Neighborhood #3 (Power Out), Rebellion (Lies) e a fantástica "The Suburbs", ponto alto do show. O grupo ainda homenageou o Brasil, ao tocar trechos de Caetano Veloso em “Nine Out Of Ten” e Tom Jobim, com Régine Chassagne cantando "O Morro Não Tem Vez". Resumindo: o Arcade Fire faz um rock sincero, muito intenso, e em cima do palco vale qualquer esforço para assisti-los. Pois é sem dúvida uma das coisas mais interessantes do cenário atual. Não é a toa que David Bowie tenha se encantado por eles.
SOUNDGARDEN
Foto: Bruno Eduardo
Soundgarden faz grunge ressurgir no Lollapalooza Brasil
Ah, o grunge. No mesmo fim de semana que foi celebrado os 20 anos sem Kurt Cobain, o Soundgarden reuniu gerações de todas as idades em uma apresentação emocionante. Mesmo com um sol escaldante, era possível ver jovens trajando casacos de flanela, ou camisetas pretas com logomarcas de várias bandas de Seattle. O primeiro show do grupo no Brasil gerava grande expectativa dos fãs mais velhos, com mais de trinta anos de idade. Talvez por isso, a banda acertou ao fazer um repertório baseado em toda sua carreira. Como já vinha acontecendo na turnê, eles subiram no palco ao som de "Searching With My Good Eye Closed", do álbum Badmotorfinger, mas não demoraram muito para iniciar uma sequência do disco Superunknown - que completa 20 anos de lançamento. Ao todo, a banda tocou sete canções do disco, com destaque para os hits "Spoonman", "The Day I Tried To Live" e "Fell on Black Days". "Esse é um álbum muito importante para nós. É um orgulho que ele esteja completando duas décadas de história" - afirmou Cornell.
"Black Hole Sun" e "Outshined" - dois dos maiores sucessos do Soundgarden nos anos noventa - apareceram antes da metade do show, e músicas da fase primórdia da banda também não foram esquecidas. Em um dos grandes momentos, Cornell dedicou a música "Jesus Christ Pose" ao Rio de Janeiro - fazendo uma referência ao Cristo Redentor. A banda economizou no disco novo - apenas "Been Away Too Long". De 'Badmotorfinger' (lançado em 1991), apenas os sucessos entraram - com direito a uma versão alucinante de "Rusty Cage". O mesmo aconteceu em 'Down On The Upside', que trouxe a balada "Blow up The Outside World". No fim, mais uma faixa da época inicial ("Beyond The Wheel") - rendendo inclusive uma ótima desenvoltura vocal de Cornell. Relembrando os melhores momentos do grunge, a banda se afundou em microfonias, e muito noise de Kim Thayil para fechar o show. Da formação original, apenas o baterista Matt Cameron ficou de fora - eles trouxeram Matt Chamberlain (ex-Pearl Jam). Mas nada foi capaz de tirar o brilho da apresentação. Próximo ao palco, era possível ver fãs emocionados com o show - provando que a espera realmente valeu a pena!
PIXIES
Foto: Divulgação
Pixies se garante em repertório e faz show impecável no Lolla
Quando uma banda sobe ao palco disposta a utilizar toda munição que tem a favor, o resultado é certeiro. Ainda mais se ela possui hits de arena como "Monkey Gone To Heaven" e "Here Comes Your Man". No show mais "apertado" do Palco Skol (estava impossível chegar perto da grade), o Pixies utilizou a experiência de estrada para fazer uma apresentação devastadora - onde poucos clássicos ficaram de fora. Essa é a terceira vez que a banda vem ao Brasil, e a primeira com a nova integrante, Paz Lenchantin. A baixista já parece completamente integrada ao grupo - inclusive fazendo os vocais que um dia foram de Kim Deal. Repassando um set no estilo bate-pronto - sem tempo para conversa -, a banda presenteou os fãs com mais de 20 músicas, muito bem distribuídas entre os cinco discos do grupo.
O novo trabalho foi apresentado em primeira mão aos fãs brasileiros, e já mostrou certa popularidade (ah, a internet!). Indie City é o primeiro disco de inéditas do grupo em mais de vinte anos, e foi composto após a saída de Kim Deal. Na verdade, o álbum é uma junção dos 3 EPs que a banda liberou em pequenos intervalos. Uma coisa que vale ser ressaltada, é que o grupo parece revigorado em cima do palco. Poucas vezes pude conferir uma apresentação tão forte do quarteto quanto essa do Lollapalooza Brasil. "Bone Machine", "Caribou" e "Cactus" sobraram (no bom sentido) entre os clássicos, que ainda tiveram "La La Love You" e "Ed is Dead" (presente no EP Come on Pilgrim). Resumindo: Um show impecável.
VAMPIRE WEEKEND
Foto: Bruno Eduardo
Cercados de grande expectativa, Vampire Weekend faz festa indie no Lolla
Com um dos discos mais celebrados do ano passado, o Vampire Weekend chegou ao Lollapalooza regado de grandes expectativas. Canções como "Diane Young", apresentaram o novo modelo que a banda se encontra, onde traz uma cartilha muito esperta - com melodias bem tramadas e inserção de elementos curiosos. A maturidade do grupo novaiorquino é evidente, e embora não causem o mesmo impacto de tempos atrás (no disco Contra, por exemplo), eles conseguem ampliar melhor seu leque de opções. Mesmo que a maior parte da apresentação seja marcada por um clima de festa - com Ezra Koening incentivando o público a fazer coreografias (talvez por isso, o termo "micareta") -, há momentos frios, onde tudo soa muito "fofinho" e sem força para uma grande arena, como por exemplo em "Ya Hey".
Utilizando um efeito no microfone (que mexe na melodia e ajuda na afinação), o vocalista Ezra Koening mostrou estar bem ambientado ao país. Em português, disse que Nova Iorque é a melhor cidade da América do Norte e São Paulo é a melhor cidade da América do Sul. E completou: "tamo junto!". O grupo não economizou no disco Modern Vampires of the City (lançado em 2013), mas também não deixou de fora músicas antigas, como por exemplo "Walcott" - presente no disco de estreia do grupo, e que encerrou a apresentação no Lolla.
JOHNNY MARR
Foto: Bruno Eduardo
Promovendo viagem nostálgica, Johnny Marr revive meio Smiths
Seria difícil imaginar que um senhor de 50 anos de idade pudesse promover o maior choque de gerações num festival tão heterogêneo e extensivo quanto o Lollapalooza. Pois é, mas foi exatamente isso que aconteceu. Em uma tarde histórica, Johhny Marr foi de tudo um pouco - de guitar hero a ídolo teen. Além de estar divulgando seu ótimo disco solo, The Messenger [leia a resenha do disco AQUI], Marr viajou no tempo e presenteou os antigos fãs com vários drops de nostalgia. Para quem não sabe, o ex-guitarrista do The Smtihs quase não veio ao país - Marr fraturou a mão recentemente.
Tentando se comunicar em português, ele utilizou um texto preso no chão do palco, e disse: "Muito Obrigado, estou muito feliz de estar aqui com vocês", para em seguida tocar um dos clássicos do Smiths: "Stop Me If You Think You've Heard This One Before". Aliás, não só de Smiths vive Marr. Além de várias músicas de seu único álbum solo, ele relembrou clássicos de outros artistas como "I Fought The Law" dos Crickets - mundialmente conhecida na versão punk do Clash - e homenageou o New Order, ao tocar uma composição em conjunto com Bernard Sumner, do projeto Eletronic. No final, o deleite. Marr convidou o ex-baixista do Smiths, Andy Rourke para tocar: "How Soon is Now". E encerrou o show com o hino "There Is a Light That Never Goes Out". No Lollapalooza Brasil, Johnny Marr conseguiu um feito histórico. Algo que nem Morrissey em suas diversas apresentações por aqui fez: dar ao povo brasileiro a lembrança real do que foi o The Smiths um dia. Os fãs mereciam isso!
RAIMUNDOS
Foto: Bruno Eduardo
Raimundos abrem o domingo rock do Lolla
Os tradicionalistas podem até torcer o bico, mas não se pode negar a funcionalidade de hits como “Palhas do Coqueiro” e “Mulher de Fases” em grandes arenas de rock. Os Raimundos continuam sendo uma banda efetiva em cima do palco. Repassando toda carreira em pouco menos de uma hora, a banda decidiu dar ênfase ao primeiro disco - que está completando vinte anos de lançamento. Em “Puteiro em João Pessoa”, Digão promoveu um momento de interatividade com os fãs, e sugeriu que todos sentassem na grama para agradecer o carinho recebido durante o show.
Do novo, e bom disco, “Cantigas de Roda”, o grupo apresentou três faixas: “BOP”, “Baculejo” e “Gato da Rosinha”. No final, a banda decidiu homenagear o ídolo Ayrton Senna, fazendo referência ao Autódromo de Interlagos. E para encerrar, contaram com 20 mil gargantas em “Eu Quero Ver o Oco”.
SÁBADO - 5/ABRIL
MUSE
Foto: Marcelo Rossi
Sem voz, Mattew Bellamy recorreu ao público para garantir boa apresentação do Muse
Por Bruno Eduardo
O cancelamento do show no Grand Metropole foi suficiente para trazer desconfiança à apresentação do Muse no Lolla. Por estar com a voz debilitada, Matthew Bellamy correu o risco de não subir no palco neste sábado. Em nota divulgada à imprensa, o mesmo disse que faria um esforço para tentar se apresentar no festival. Inclusive, correu o boato de que o cantor teria recorrido ao playback para garantir o espetáculo. Tanto que essa foi a justificativa encontrada por alguns colegas para o veto do grupo à transmissão de seu show na TV brasileira. De toda forma, o Muse escolheu jogar para o público, e garantiu sua apresentação em hits como "Hysteria" e "Plug in Baby". Outro destaque da apresentação foi a homenagem aos vinte anos da morte de Kurt Cobain, em uma versão forte de "Lithium".
Afiado na guitarra, Matthew economizou quando precisou utilizar a voz - botando o público para cantar as melodias mais altas, como no refrão de "Stockholm Syndrome", do álbum Absolution (lançado em 2003). A tática adotada pela banda no Lolla, deixou de fora músicas dos últimos trabalhos, como a excelente "Supremacy", e fez com que o show soasse abaixo da última passagem pelo país - no Rock in Rio. Mesmo assim, foi a banda que mais movimentou o público na primeira noite de evento, causando um verdadeiro aglomerado frente à concha que se encontra o palco Skol. Para encerrar, como de costume, a banda executou "Knights of Cydonia", clássico do disco Black Holes and Revelations.
NINE INCH NAILS
Foto: Bruno Eduardo
Em show obscuro, NIN espanta fãs de Imagine Dragons e se destaca no primeiro dia
No início dos anos noventa, o Nine Inch Nails encontrou uma maneira estranha de misturar rock com batidas eletrônicas. A forma obscura que interpreta suas melodias soa como uma espécie de psicodelia lírica para ouvidos afiados. O show do grupo no Lollapalooza Brasil pode ser considerado desafiador por vários aspectos. Primeiro, levando-se em consideração que este é o público mais pop do festival - onde meninos e meninas se entusiasmaram ao som de Imagine Dragons e Capital Cities. Segundo porque assistir ao show do grupo era uma espécie de escolha difícil a ser feita, tamanha era dificuldade de chegar ao palco Ônix (muitas pessoas desistiram de tentar atravessar a parede humana que bloqueava o caminho). E terceiro porque era um show escuro demais para um festival como o Lolla.
O público reduzido evidenciava todas as contrariedades já ditas, mas também dava ao show um caráter memorável. Abusando das sombras, Trent Reznor recorreu ao EP Broken para abrir a apresentação do grupo no Lolla. Músicas de uma fase mais recente, como "Survivalism" e "Me I'm Not" (ambas do disco Year Zero, lançado em 2007) serviram para reforçar uma nova tendência musical e estética adotada pela banda. O novo, e ótimo disco, Hesitation Marks, esteve representado em três faixas, mas foram em sucessos das antigas como "Burn" e "Gave Up" que o NIN levantou o público. Os pedidos insistentes por "Closer" não foram atendidos, mas "Hurt", do clássico 'The Downward Spiral' deu um contorno perfeito a um dos melhores shows do Lollapalooza Brasil.
CAGE THE ELEPHANT
Foto: Bruno Eduardo
Liderados pelo alucinado Matt Schultz, Cage The Elephant faz show empolgante
Como já era previsto, o Cage The Elephant fez uma das apresentações mais concorridas do primeiro dia. Ao contrário de dois anos atrás, dessa vez uma multidão disputou espaço frente ao palco Ônix para ver de perto a enérgica apresentação do grupo de Kentucky. Divulgando o excelente Melophobia, lançado ano passado, eles entraram ao som de “Spiderhead”, seguida do sucesso “In One Ear”. Duas músicas foram suficientes para que Matt Schultz abandonasse o palco e executasse o seu primeiro stage dive.
É difícil não se render ao som garageiro do sexteto. Mergulhados em uma excentricidade quase esquizofrênica, a banda consegue ser descolada e estranha. É um cult para jovens, e é legal. O clima esfriou um pouco na acústica “Cigarette Daydreams”, mas o riff à la Keith Richards de “Ain't No Rest For The Wicked” recolocou as coisas em seus devidos lugares. É importante ressaltar, que mesmo bebendo em fontes de gente como Kurt Cobain e Thurston Moore, o noise do Cage The Elephant propõe jogo de cintura ao público, que interage de forma diversificada com a banda. É flanela; é maquiagem; é boné; é juventude.
Condicionado ao posto de “galãzinho” do Lolla, Matt compensou a falta de voz em algumas músicas com uma animada apresentação. Além disso, o carisma do vocalista fez com que músicas como “Aberdeem” e outras do novo álbum, como a ótima “It’s Just Forever”, funcionassem bem ao vivo. No fim, ele escalou a torre de iluminação e se despediu do público com a bandeira do Brasil.
RED OBLIVION
Foto: Bruno Eduardo
Rock não convencional do Red Oblivion não atraiu público, mas passou no teste
O rock mistureba do Red Oblivion não atraiu muitos interessados ao palco Interlagos, mas quem esteve lá gostou do que viu. Principalmente o público masculino, que teve um motivo a mais para assistir o show de perto: a bela guitarrista Emma Torres. O som do quarteto traz de tudo um pouco. Mesmo que na maior parte do tempo haja um flerte tímido com o metal moderno – de baixa afinação, inclusão de teclados e até mesmo cello amplificado -, o grupo não evita um descambo desnecessário ao pop descartável. Essa falta de definição sonora é justificada pelo simples fato deles nunca terem se reunido para compor um álbum. Para quem não sabe, a banda é relativamente nova. Eles possuem apenas três anos de estrada, e lançaram um EP em 2012, batizado de “Simple”. O grupo se conheceu na Berklee College of Music, considerada a maior faculdade de música independente do mundo, o que rendeu um status de “grupo prodígio”.
Embora o show seja mais legal que o esperado, o som da banda parece não ter o mesmo impacto ao vivo - talvez pela má qualidade de som que o palco proporcionava. Mesmo assim, agitaram. Garantindo-se em canções conhecidas pelo ‘público lollapalooza’, como “Nowhere Kids”, o vocalista Zach Adams – que também utiliza um teclado sintetizador – e a loirinha Emma Torres levaram o público no dedo, com muito gás e simpatia.
VIVENDO DO ÓCIO
Foto: Bruno Eduardo
Em ótima performance, Vespas Mandarinas aqueceu o público da tarde
Abrigados no Palco Skol - considerado o Stage central do Lollapalooza Brasil - o grupo Vespas Mandarinas conseguiu um bom público para apresentar o seu primeiro disco, Animal Nacional, lançado recentemente. Com um rock firme, que lembra muito os Titãs (em sua fase mais crua), as VM surgem como uma das grandes promessas da nova safra de bandas nacionais. Contando com a participação da galera do Vivendo do Ócio (que tocou na edição passada do Lolla), o grupo fez um ótimo show, e comprovou popularidade crescente em músicas como "Não Sei o que Fazer Comigo" - que mantém boa veiculação nas rádios. Para um Lollapalooza tão diversificado, o Vespas mostrou eficiência na tarefa de aquecer o público, e inseriu rock no cardápio de meio-dia.
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